SERVIÇOS

EQUIPAMENTOS

INFORMAÇÕES

DETETIVE PARTICULAR RORAIMA


A HISTÓRIA DE RORAIMA

Pelo rio Branco chegaram os primeiros colonizadores portugueses. Mas o vale do rio Branco sempre foi cobiçado por ingleses e holandeses, através da Guiana que aqui estiveram em busca de índios. Os espanhóis pelo território da atual Venezuela também chegaram a invadir a parte norte do rio Branco e no rio Uraricoera. Os portugueses derrotaram e explusaram todos os invasores e estabeleceram a saberania de Portugual sobre a região.

A construção do Forte São Joaquim na confluência dos rios Uraricoiera e Tacutu, em 1775 foi um marco decisivo na conquista do rio Branco pelos portugueses. A decisão para construir o Forte São Joaquim, hoje destruído, foi tomada para que, a partir do Forte, os portugueses pudessem enfrentar a cobiça internacional e assegurar a soberania de Portugual sobre as terras do vale do Rio Branco.

Após o domínio na região, os portugueses partiram para a criação de povoados reunindo os próprios índios da região. Foram criados: Senhora da Conceição e Santo Antônio (no rio Uraricoera), São Felipe (no rio Tacutu) e Nossa Senhora do Carmo e Santa Bárbara (norio Branco). Os índios não se sujeitaram às condições impostas pelos portugueses aos povoados. Assim, esses não se desenvolveram.

Planta do Forte São Joaquim.

Em 1789, o comandante Manuel da Gama Lobo D'Almada, para garantir a presença do homem, dito civilizado nos campos naturais do rio Branco, introduziu o gado bovino e equino. Inicialmente na fazenda São Bento, no Uraricoera, depois na fazenda São Jóse, no Tacutu e na fazenda São Marcos, em 1799. Esta ainda hoje existe, pertence aos índios e está localizada em frente ao local onde existia o Forte São Joaquim.


Fazenda São Marcos, localizada em frente ao local onde existia o Forte.  

Quem mais atentou contra a soberania protuguesa na região foram os ingleses. Entre 1810 e 1811, militares ingleses penetraram na região, mas foram impedidos de prosseguirem com o trabalho pelo comandante do Forte São Joaquim. Com as muitas invasões inglesas, foi decidido demarcar a nova fronteira entre o Brasil e a Guiana. A colonização do Rio Branco, foi dividido em quatro períodos:

- Da "descoberta" do rio Branco, em 1750, até o ínicio do século XIX; 
- Do ínicio do século XIX, até a criação do município de Boa Vista, em 1890; 
- Da criação do município de Boa Vista, em 1890, até a criação do Território Federal do Rio Branco; 
- Da criação do Território Federal aos dias atuais.



           O relevo de Roraima é bem diferenciado. Podendo ser dividido em 5 degraus:
  • Primeiro degrau: este seria as áreas de acumulação inundáveis. Não apresentam propriamente uma forma de relevo, mas são áreas cobertas por uma fina camada de água.
  • Segundo degrau: este seria o pediplano Rio Branco. Este é uma unidade de relevo de enorme expressão em Roraima, pois ocupa grande parte de suas terras. Nesse pediplano as altidudes variam de 70 a 160m e têm fraca declividade rumo à calha dos rios.
  • Terceiro degrau: é formado por elevações que podem chegar a 400m de altidude. São serras como a serra da Lua, serra Grande, serra da Batata e outras.
  • Quarto degrau: é formado por elevações que podem variam a 600 a 2.000m de altidude. É formado pela cordilheira do Pacaraima, serra do Parima e serra do Urucuzeiro. Estas estão unidas em forma de cadeias e nela nascem os rios que formam o rio Uraricoera que se encontra com o Tacutu formando o Rio Branco.
  • Quinto degrau: é o mais alto, formado por elevações que chegam a quase 3.000m de altidude. Um exemplo desse degrau é o Monte Roraima, com 2.875m de altidude.

           Para compreender melhor os degraus que formam o relevo roraimense, observe a ilustração abaixo:


Ilustração do Relevo do Estado de Roraima. 




           O clima em Roraima é quente e úmido. Só existem duas estações no ano: inverno (período de chuva) e verão (período seco). Nos planaltos mais elevados a temperatura no inverno, varia de 15º e 20ºC. Nas partes mais baixas a temperatura chega a 36ºC.
           Os meses de junho e julho são os que mais chovem, enquanto dezembro e janeiro são os mais secos. As chuvas influenciam na quantidade de água no rio Branco. Durante o verão ele fica quase que intrafegável para barcos grandes. Isso dificulta muito o transporte fluvial entre Manaus e Caracaraí (cidade porto de Roraima).



           A hidrografia do Estado de Roraima é constituída principalmente pela bacia do rio Branco.            O rio Branco é um afluente do rio Negro que, por sua vez, é afluente do rio Amazonas. O rio Branco é formado pelos rios Tacutu e Uraricoera há uns 30 Km aproximados acima de Boa Vista e tem 548 Km de percurso. O seu percuso pode ser dividido em 3 segmentos:

  • Alto rio Branco: com 172 Km, da confluência dos rios Uraricoera e Tacutu até a cachoeira do Bem-Querer;
  • Médio rio Branco: com 24 KM, da cachoeira do Bem-Querer até Vista Alegre;
  • Baixo rio Branco: com 388 Km, de Vista Alegre até a sua desembocuadura no rio Negro.
           Os principais afluentes do rio Branco são: Cauamé, Mucajaí, Ajaraní, Catrimari, Água Boa do Univiní e Xeruiní.


A Hidrografia do Estado de Roraima.



Rio Branco (à esquerda) e Cachoeira do Bem-Querer (à direita).




 




           No Estado de Roraima, a flora divide-se três blocos:
  • Floresta tropical amazônica: composta de floresta densa e úmida típica do baixo Rio Branco, estendendo-se pela região sudoeste.
  • Campos gerais do rio Branco: de aproximandamente 44.000 km², também conhecida como região do lavrado. O lavrado é conhecido também como savana. Formado por gramíneas, mas ao longo dos cursos d'água, denominados igarapés, estão palmeiras de grande porte conhecidas como buritizeiros. No lavrado também encontra-se, em grande quantidade, caimbés, paricaranas e muricizeiros.
  • Região Serrana: com vegetação tipica de montanhas, de árvores mais rarefeitas e de vales ricos em humos com gramíneas de boa qualidade para os animais de criação.
           Em qualquer dos blocos, existem três tipos diferentes de cobertura vegetal levando-se em consideração as margens dos rios. Estas são:
  • Matas de terra firme: que compreendem as florestas localizadas em terras nunca atingidas pelas enchentes dos rios.
  • Matas de várzeas: que são as florestas que cobrem as terras atingidas pelas as cheias dos rios.
  • Matas ciliares: são preservadas por lei e que também são inundadas todos os anos pelas as cheias dos rios.


Foto do lavrado roraimnese.


Vegetação tipica do Monte Roraima.


















           Para falar sobre a fauna roraimense, é necessário ter em conta os diversos ambientes da região. Que são:
  • Florestas tropicais amazônicas: encontarm-se animais como onça, anta, caititu, jacaré, gato maracajá, lontra, veado, macacos e muitas outras espécies.
  • Campos gerais do rio Branco: encontram-se tamanduás, tatus, jabutis, veados campeiros, pacas, cutias, cobras e muitas outras espécies.
  • Na bacia do rio Branco: estão os peixes, que em Roraima a variedade é grandiosa. Entre os principais peixes estão: pacu, tucunaré, surubim, matrinxã, pirararas, tambaqui, acara, mandi, cachorra, piranha, traíra, piraíbas, aruanã e muitas outras espécies. Nas praias do baixo rio Branco, é possível encontrar tartarugas e tracajás.


Algumas espécies de peixe que fazem parte da fauna roraimense.


           Os pássaros são muitos no Estado, desde os de grande porte como, passarão e jaburu até os de pequeno porte como jacus, garças, carcarás, passarinhos de muitas espécies e outros.
           Além desses animais já relacionados, existem também os domésticos. Estes também fazem parte da fauna roraimense, que são: gado bovino, cavalos, carneiros, bufalos, cabras, galinhas, patos, perus e até cães e gatos.


Gado bovino, animal que foi introduzido na fauna roraimense em 1789.   




















           Na primeira metade do século XX, as correntes migratórias se intensificaram para o rio Branco e nos últimos 25 anos foram mais intensas ainda. O crescimento populacional ainda mostra-se tímido até a década de 70. A partir daí as taxas de crescimento registraram saltos significativos
 A expolicação para essa explosão no cresimento foi dada por dois fatores:
  • Primeiro: a abertura, em 1977, da BR-174 ligando Manaus a Boa Vista e Boa Vista a Pacaraima;
  • Segundo: a campanha desenvolvida pelo governo do então Território Federal de Roraima, que aliada à abertura dos garimpos, trouxe uma enorme leva migratória para Roraima.

  •  
















           A econômia do Estado está baseada na Agropecuária e na mineração.
           O Boi já foi um dos maiores produtos de exportação de Roraima. Mas, atualmente, Boa Vista importa carne bovina, suína e de aves de outros estados para abastecimento.
           O arroz (principal produto de exportação), mandioca, o feijão, frutas tropicais (melão, abacaxi, mamão etc), hortaliças (alface, cebolinha, cheiro-verde etc) são os principais produtos da agropecuária.
           No extrativismo vegetal, castanha-do-Pará, sorva e madeira. E no animal, peixe ornamental.
           A mineralização já teve maiores destaques, porém hoje permanece paralisada, apenas com pequena produção de diamante e ouro em garimpos tradicionais.
           Possui pequeno parque industrial com produção de refrigenrantes, derivados do leite e beneficia cereais.
           Comércio importador principalmente de São Paulo, Manaus e Venezuela. Sendo os principais produtos: cimento, ferro, combustíveis, produtos para alimentação etc.




           As belezas naturais de Roraima são, sem dúvida, o seu patromônio maior. São incomparáveis, talves únicas numa Amazônia pavoada de mistérios indecifráveis. São, também, o melhor e mais importante produto de exportação, capaz de ser vendido em qualquer parte do mundo e, para Roraima, trazer visitantes dos mais diversos recantos do planeta.
           Essa é, hoje, a mais importante questão que deve tomar conta do planejamento das diretrizes que vão pautar o desenvolvimento sócio-econômico do Estado de Roraima. O turismo é uma indústria que não requer investimento na produção. O produto está pronto e, para ser vendido, só carece de infra-estrutura para sua exportação.
           Roraima, com seus rios, florestas e levrados. Com essas riquezas depositadas num solo abençoado pela natureza. Fazer desse patrimônio um produto turístico é, sem dúvida, abrir caminho para o Estado e sua gente antever um futuro que se pretende deixar como herança para as próximas gerações.
           Os principais pontos turísticos do Estado são:
  1. Monte Roraima
























  2. Pedra Pintada
















  3. Lago do Caracaranã












  4. Ilha de Maracá