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DETETIVE PARTICULAR EM MARIANA - MG
Mariana: Primeira Capital de Minas GeraisPor Marcos Tiahua  Traduzida por sua arquitetura colonial, assim é a cidade Mariana, primeira capital, primeiro bispado e uma das mais importantes cidades históricas de Minas Gerais. Fundada em 1711 e dona de um dos mais belos conjuntos arquitetônicos representativos do barroco de Minas Gerais, Mariana apresenta acentuada ascendência do artista Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Sua estrutura retangular é formada por três praças principais, a Cívica, Intendência e da Matriz. Um atrativo de valor cultural inestimável se encontra na Catedral Basílica da Sé; - Um raro exemplar do órgão ARP SCHNITGER - construído em 1701 e que ainda proporciona belíssimos momentos de boa música que encantam turistas de todo o mundo.  As ruas da cidade histórica de Mariana, em paralelepípedos, e a riqueza das peças artesanais de madeira entalhada e pedra sabão, além de artigos em tapeçaria, abrem as portas do barroco mineiro ao turista. Seu charme é inigualável. A apenas 10 minutos de Ouro Preto, Mariana é excelente opção de hospedagem para quem deseja conhecer o circuito do ouro afastado do grande agito da cidade vizinha. O turista encontra opções de hospedagem em hotéis no centro de Mariana, hotéis próximos à Rodoviária, pousadas diversas, e até pousadas com características rurais no raio de pouco mais de um quilômetro do centro histórico. O turismo em Mariana se destaca pela presença de igrejas, museus e uma imponente arquitetura urbana colonial, com destaque para a Rua Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais. Outros importantes atrativos turísticos de Mariana são a Mina da Passagem, local onde se concentrava a produção de ouro, e para os amantes do Ecoturismo, a Cachoeira da Serrinha, na Serra do Itacolomi.
HISTÓRIA DE MARIANA
Foram os paulistas Salvador Fernades Furtado de Mendonça e Miguel Garcia, em 1696, quem lideraram as bandeiras em busca de metais preciosos. Os bandeirantes se instalaram às margens do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo onde fizeram as primeiras descobertas de ouro e iniciou assim a povoação da região onde é hoje, Mariana. A fundação do povoado ocorreu em 8/4/1711 e teve como nome inicial Vila Leal de Nossa Senhora do Carmo. Assim Mariana foi a primeira vila de Minas Gerais e abrigou os dois primeiros governadores, Dom Braz Baltazar e Dom Pedro de Almeida, mais conhecido como Conde de Assumar. Com o crescimento e desenvolvimento gerado pela atividade mineradora, Mariana foi elevada à categoria de cidade no dia 23/4/1745 e recebeu o seu nome atual.  A origem dele é atribuída em homenagem a rainha de Portugal, Dona Maria Ana D’Áustria, esposa de Dom João V. Nesta época, a cidade já assumia a posição de sede do primeiro bispado de Minas Gerais trazendo Dom Frei Manoel da Cruz, que viajou por quase um ano do Maranhão até chegar a Mariana. Assim, a cidade, que nasceu pelo mito do el-dourado, sendo inclusive a primeira capital de Minas Gerais, viu seu patrimônio ser abandonado, quando perdeu tal título à cidade de Ouro Preto, até que em 1945, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico como monumento nacional. Atualmente o principal destaque do município é a sua riqueza histórica retratada em seus casarões, igrejas em estilo barroco, construídas por Aleijadinho e outros escultores e entalhadores, ruas, como a Direita, considerada a mais bela de Minas Gerais. A cultura local é um chamariz para o turista com eventos que apresentam as corporações musicais, de teatro e danças folclóricas e ainda possui diversos projetos na área cultural e artística fazendo jus ao título recebido. |
No dia 16 de julho de 1696 a Bandeira comandada por Salvador Fernandes Furtado de Mendonça fixou uma base nas margens de um ribeirão denominado "do Carmo". Acompanhado de alguns homens, dentre eles Miguel Garcia, percebeu a existência de considerável quantidade de ouro na região, denunciada pelo pó amarelo encontrado no leito e fundo do rio. Foi erguida uma capela. Nascia Mariana, uma menina plebéia que depois se tornaria rainha.
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 | | O primeiro arraial foi Ribeirão do Carmo, depois se sucederam outros como Camargos, Furquim, Cachoeira do Brumado, Bento Pires etc. Toda a região se revelaria uma imensa reserva de ouro, atraindo um grande número de pessoas. Vila Rica (atual Ouro Preto), Catas Altas, Sabará, Ouro Branco, Caeté, Congonhas, além do próprio arraial, produziam fortunas. Cresceu o olho da Coroa, que decidiu agir rápido e energicamente. A Guerra dos Emboabas, entre paulistas e portugueses, acelerou a tomada desta decisão. Determinou que o Capitão Antônio de Albuquerque se dirigisse à região. Em 1711 o arraial foi elevado à vila, a primeira de Minas, e nela se estabeleceu a capital da então Capitania de São Paulo e Minas de Ouro, criada em 1709. A sede administrativa permanecia em São Paulo do Piratininga. |
Em 1720 Minas foi desmembrada de São Paulo e a Vila Rica de Albuquerque determinada a nova capital da província. A Vila Real do Ribeirão de Nossa Senhora do Carmo não perderia a importância e em 1745 seria elevada à cidade, com o nome de Mariana. Para elaborar um projeto urbanístico para a nova cidade foi contratado o brigadeiro José Fernandes Pinto de Alpoim. O experiente engenheiro militar tinha em seu currículo diversas obras executadas no Rio de Janeiro, capital da Colônia. Tomava forma a primeira cidade planejada de Minas, com ruas em linha reta e praças retangulares. Mariana cumpria mais uma vez com sua vocação. Mas não era só. Ainda em 1745 o Papa Bento XIV fez de Mariana a sede do primeiro Bispado de Minas Gerais, desmembrado da diocese do Rio de Janeiro. Veio do Maranhão o bispo D.Frei Manoel da Cruz, tomando posse na Sé Catedral em 1748. Por este fato Mariana é considerada também berço da religiosidade mineira. A elevação para Arcebispado se deu em 1906. Toda a viagem do bispo, do Maranhão até Mariana, entrou para a história como uma das maiores epopéias empreendidas até então pelo interior do Brasil Colônia. D.Manoel preferiu não enfrentar o mar. O longo percurso por terra durou 14 meses, envolvendo uma comitiva de muitos homens. Os perigos e dificuldades tinham presença constante: a aridez do sertão, rios selvagens, índios forazes, doenças, chuvas torrenciais... O bispo era muito bem recebido pelo caminho. Pelas pequenas e perdidas comunidades por onde passava todos queriam conhecê-lo. Nunca tinham visto tão importante figura antes. Já em Minas passou por Sabará, Itabirito e Vila Rica. Finalmente, no dia 15 de outubro de 1748, D.Manoel entrava triunfante em Mariana. | | 

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A chegada e posse do bispo são um capítulo à parte na história da cidade. Nunca se tinha visto tamanha pompa e ostentação nas Minas Gerais. O espetáculo proporcionado pelas autoridades e pela população pode ser percebido nos relatos deslumbrantes de quem esteve presente. Gente chegava de todos os cantos. A praça da Sé foi toda iluminada com lâmpadas de azeite. Das sacadas dos sobrados pendiam toalhas bordadas, finos tapetes e colchas. Ruas foram enfeitadas com flores e jardins. D.Manoel chegou à catedral para a posse montado em um cavalo branco, depois de magnífico desfile pelas ruas da cidade. A narração detalhada deste acontecimento pode ser encontrada no documento "áureo Trono Episcopal".
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