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DETETIVE PARTICULAR ALAGOAS

História de Alagoas

   "O território em que, hoje, se situa o Estado de Alagoas foi um dos cenários privilegiados do episódio da expansão comercial e marítima da Europa, de que resultaram a descoberta e a colonização do Brasil pelos portugueses. Segundo Alexandre Von Humboldt, que se baseia no clássico quinhentista João de Barros, foram alagoanas as primeiras terras avistadas por Cabral, a 10 graus de latitude austral.

   O historiador pernambucano José Bernardo Fernandes Gama sustenta opinião idêntica. A leitura da carta de Pero Vaz de Caminha não consolida essa versão, que, aliás, não prosperou. Mas, é certo que o navio comandado por Cabral a Lisboa, com a comunicação de sua descoberta, custeou o litoral alagoano. Antes da descoberta portuguesa, o litoral alagoano já era conhecido dos europeus, no caso os piratas franceses. Foram estes os primeiros homens brancos a pisar as terras alagoanas. Vinham comerciar com os caetés. Trocavam facas, tesouras, pentes, espelhos e machados por pau-brasil, araras, papagaios, macacos e algodão. Em suas relações com os índios, que os estimavam, diferenciavam-se dos portugueses, estes sempre, ou quase sempre, inclinados a escravizar os indígenas e saquear as tribos. Os franceses permaneciam em terra, nos seus portos, durante o tempo da derrubada e carregamento das madeiras. Assim, cabe-lhes a primazia no processo de miscigenação. Os primeiros mamelucos alagoanos foram decerto, mistura de francês e índio.
   De todos os índios brasileiros, foram os caetés das Alagoas os que mais odiaram os portugueses, os quais terminaram por dizimá-los, em implacáveis caçadas.

   A convivência do índio alagoano com o corsário francês foi uma das causas determinantes da colonização do Brasil. Concluíram os portugueses que, sem a ocupação da Terra de Santa Cruz - já então chamada de Brasil, por causa de seu pau corante -, haveriam de perdê-la para os franceses. Em 1556, produziu-se na costa sul das Alagoas, entre Coruripe e São Miguel, um acontecimento que haveria de ter uma influência profunda, não só na história da Capitania, como no próprio sistema de relações de Portugal com a sua Colônia. Ali, naufragou a nau Nossa Senhora da Ajuda. Nela, viajavam para Lisboa, o primeiro bispo do Brasil, D.Pero Fernandes Sardinha. Mais de cem pessoas foram assadas e devoradas pelos caetés, salvando-se apenas dois índios baianos e um língua (intérprete) português."

Trechos do livro “Alagoas” do Escritor Ledo Ivo, pertencente à Coleção Nosso Brasil

Formação do Nome
O nome Alagoas é derivado dos numerosos lagos que se comunicam uns com os outros e também com os diversos rios que banham a região.

Relevo

O relevo alagoano é constituído por planície litorânea, planalto ao norte e depressão no centro do Estado. Alagoas tem altitude média de 605 metros, chegando a atingir altitude máxima de 882 metros.

Alagoas é considerado o “oásis do Nordeste”. Com a menor porção territorial na zona semi-árida ou sertão, o Estado está dividido em 102 municípios, distribuídos em 13 microrregiões derivadas de três mesorregiões geográficas:

  • Sertão Alagoano

1. Serrana do Sertão Alagoano
2. Alagoana do Sertão do São Francisco
3. Santana do Ipanema


4. Batalha

  • Agreste Alagoano

5. Palmeira dos Índios
6. Arapiraca
7. Traipu

  • Leste Alagoano

8. Serrana dos Quilombos
9. Mata Alagoana
10. Litoral Norte Alagoano
11. Maceió
12. São Miguel dos Campos

13. Penedo

Hidrografia

O potencial hídrico é constituído de extenso litoral, lagoas e rios. Das dezessete lagoas existentes em todo o Estado, duas se destacam por suas potencialidades: Mundaú, com aproximadamente 20km de extensão, e Manguaba, com 28km de extensão, ambas voltadas para a economia pesqueira e turística.

Os rios são constituídos por duas vertentes: a oriental ou atlântica e a vertente ocidental ou São-Franciscana. Esta última é constituída pelos rios que correm para o Rio São Francisco. Esse rio é o grande fornecedor de água da região semi-árida do Nordeste, possuindo excelente potencial hidrelétrico, onde estão instaladas as usinas de Paulo Afonso e de Xingó.

A hidrografia é caracterizada, em sua maior extensão, por rios de planalto. Existem rios orientais perenes que deságuam no Oceano Atlântico e rios ocidentais, em geral temporários, que compõem a bacia hidrográfica do São Francisco.

Vegetação

Os mangues predominam no extremo leste e na zona litorânea de Alagoas. Na região mais centralizada localiza-se a floresta tropical e no centro-oeste, a caatinga.

Clima

O clima predominante é o tropical, com variação quente e úmida, que abrange a maior parte do território. As chuvas são regulares. O clima varia entre o quente e o seco, e existe maior evaporação e muito calor, devido a presença de serras que impedem a passagem do vento úmido.

A temperatura média anual do Estado varia entre 21ºC e 29ºC, sendo que, na faixa litorânea, as temperaturas são menos elevadas.

O clima de Alagoas sofre influências locais do relevo, altitude, direção das estruturas mais elevadas e das calhas dos rios que canalizam ventos portadores de umidade.

Assim, predomina na parte oriental do Estado um tipo de clima úmido, cujas temperaturas oscilam entre 19ºC e 28ºC, com chuvas abundantes. Na parte ocidental, o clima é semi-árido, com temperaturas oscilantes entre 13ºC e 40ºC, dependendo da estação do ano.

A precipitação média acumulada de janeiro a maio de 2000 ficou acima da média histórica nas regiões ambientais do Baixo São Francisco, Zona da Mata e Litoral e, abaixo da média, no Sertão, Sertão do São Francisco e Agreste.

Na região do litoral foi registrado o maior desvio percentual positivo de precipitação durante o período (47,7%). O maior desvio percentual negativo foi observado no Sertão do São Francisco (-32,7%). As regiões restantes mostraram os seguintes desvios percentuais: Sertão (-9,4%), Agreste (-7,5%), Baixo São Francisco (-34,4) e Zona da Mata (3,9%).

A pluviometria varia de 800 a 1200 milímetros anuais.

Recursos Minerais

Alagoas possui uma das maiores e mais puras reservas de gás natural do Brasil, com um volume de aproximadamente 15 bilhões de metros cúbicos, correspondentes a 10% de toda a reserva nacional que é de 150 bilhões de metros cúbicos.

Dispõe, também, de reservas de cobre, ouro, ferro e calcário, apresentando amplas perspectivas de exploração.

O sal-gema é um dos principais minerais utilizados como matéria-prima para as indústrias químicas. O Estado possui uma reserva estimada em cerca de 3 bilhões de toneladas, explorada para a produção de cloro, soda cáustica e dicloretano.

Alagoas possui enorme potencial para se tornar um grande pólo cerâmico, devido especialmente às expressivas reservas de argilas brancas e vermelhas, estimadas em 14 milhões de metros cúbicos e situadas em vales fluviais das regiões norte e sul do Estado

 

PONTOS TURÍSTICOS

O Estado de Alagoas é conhecido especialmente por suas belezas naturais e sua fama de "Paraíso das Águas", deve-se ao fato de ter em quase toda sua extensão dezenas de lagoas dos mais variados tamanhos e de rara beleza. Lagoas paradisíacas, adornadas por ampla vegetação tropical de coqueiros e manguezais.
As duas maiores representantes são as Lagoas Mundaú, formada pelo rio Mundaú e Manguaba, oriunda do rio PARAÍBA. A interligação destas duas lagoas numa região repleta de ilhas e canais forma o COMPLEXO ESTUARINO-LAGUNAR MUNDAÚ/MANGUABA.
Localizado ao sul de Maceió e na porção central do litoral alagoano, este Complexo Esturaino- Lagunar possui uma superfície de cerca de 600 km2 e representa um dos mais importantes ecossistemas presentes no território alagoano, perpassando por aspectos históricos, culturais, sociais, econômicos e ambientais.
Além de sua beleza, o Complexo impressiona pela diversidade de sua fauna e flora. Em sua vegetação, predominantemente de restingas e manguezais, é possível encontrar espécies como alecrim-da-praia, capim-da-praia, salsa-da-praia ou ainda, mangue vermelho, mangue branco, mangue preto e guaxuma. Os peixes estão representados pelas espécies: arraia pintada, bagre, pescada, tainha, carapeba, curimã. Entre os moluscos pode-se encontrar o sururu, muito utilizado na culinária alagoana, a unha de velho, taioba, maçunim. Os crustáceos: siri-azul, siri-grajaú, camarão branco, caranguejo-uça, guaiamum e camarão de água-doce.
È através dos canais que interligam estas duas lagoas, que se dá o escoamento das águas provenientes das mesmas em direção ao mar. Sinuosos eles permitem a navegação entre ilhas e cidades ribeirinhas, cujas populações são formadas basicamente por pescadores, rendeiras, jangadeiros e extrativistas vegetais.

Fonte: maceiotour.com.br
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Praia da Avenida

Localizada no Centro da cidade de Maceió. Conhecida também pela antiga denominação de Avenida da Paz, atual Duque de Caxias. Praia de águas mansas, de largura adequada para prática de esportes como o futebol, vôlei, tênis de praia e tantos outros. Dela se descortina um dos mais belos por do sol da cidade 

 

 

 

 

Praia da Sereia

Distante de Maceió 12,5 km, localizada as margens da estrada AL 101 Norte, é também conhecida como "Mirante da Sereia" uma vez que no local foi erguida a estatua de uma sereia de grandes proporções nos arrecifes de coral ali existentes. É bastante segura para o banho da garotada.

 

 

 

 

 

Praia de Cruz das Almas

Distante do centro de Maceió 6 km, aproximadamente, fica localizada na saída norte da Cidade pela rodovia estadual AL. 101 / Norte. Praia freqüentada por moradores do bairro e por condôminos de conjuntos habitacionais mais próximos. Praia de mar bravo, ótima para a prática do Surf e pesca com linha de vara.